quarta-feira, 27 de julho de 2005

... Mau jornalismo...

... Infelizmente é normal num País como o nosso. Sabendo-se que em todos os sectores da nossa sociedade existem bons e maus profissionais, não deixa de ser um sinal dos tempos o exemplo de mau jornalismo que vos trago...
Desde domingo que a empresa do meu Amigo Patrick tem sido bombardeada, sabe-se lá a mando de que interesses, por uma "jornalista" da Sic. Para além da utilização de uma "camera oculta", que segundo o Estatuto do jornalista no seu artigo 14º alínea i só pode ser utilizada em condições muito particulares: "Não recolher imagens e sons com o recurso a meios não autorizados a não ser que se verifique um estado de necessidade para a segurança das pessoas envolvidas e o interesse público o justifique", situação que não se verificava, não foi o Patrick informado sobre o conteúdo da reportagem que a referida "jornalista" estava a efectuar, apenas um mail a questionar se a Midas Prestige, a empresa do patrick, estava interessada em "colaborar" numa reportagem que estava a ser realizada sobre empresas que comercializam cartões de saúde.
O código deontológico dos jornalistas é bem claro nessa matéria: "1. O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público".
Como facilmente se depreende nada disto foi observado, ainda para mais quando foram apresentados na "peça" "alegados" faxes do Hospital Particular de Lisboa e da BP declarando nada ter a ver com a Midas Prestige, quando na realidade esses acordos existem, devidamente firmados...
Ora o ponto 4 do já referido Código deontológico dos Jornalistas, Bíblia Sagrada do verdadeiro profissional, diz o seguinte: "4. O jornalista deve utilizar meios leais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identificação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por razões de incontestável interesse público".
Muito provavelmente a "jornalista" será ainda estagiária, o que por si só não justifica a falha mas atenua-a, mas não deixa de ser estranho é que a "reportagem" esteja a passar sistematicamente na Sic e na sua "parente noticiosa" sem que um dos lados da "história" seja ouvido...
Meu caro Patrick, como bem sabes nem todos os jornalistas são assim levianos...
Um abraço.

2 comentários:

Half Way to Cleopatra disse...

xi...agora recordei as aulas e os exames...xiii..nao e que ja soube isso tudo de cor!!!

fernando serras disse...

Este senhor pode ser muito honesto mas o que tem sido feito pelos funcionários que o representam não.
Eu mesmo fui vítima da Midas Prestige, que sacou durante 1 ano dinheiro irregulamente da minha conta e que hj não querem devolver, alegando ser culpa minha.
Será que ele sabe o que a
Drª Marina Batista ,Direcção Jurídica de Lisboa ,faz?
Se não sabe digo eu ,tracta mal as pessoas que vão ter com elas, nega-se a atender os telefonemas, faz acordos mesmos que verbais são acordos e não os cumpri.
As lojas ou sede da Midas Prestige, são itenerantes, mudam-se mais que nómadas.
Se fizeres uma pesquisa ao Google ao nome Midas Prestige vai encontrar páginas inteiras de um site juridíco de reclamações.

SERÁ REALMENTE QUE NÃO DÁ PARA DESCONFIAR DO sR. PATRICK CARVALHO ?

Fernando José Serras
fernandoserras@hotmail.com